sábado, 24 de abril de 2010
domingo, 18 de abril de 2010
Media Training
O Media Training é a capacitação para saber lidar diante de jornalistas quando for entrevistado, visando ser claro e objetivo. Serve de preparo para lidar com a imprensa e se sair bem nas entrevistas. Profissionais públicos são os que mais utilizam essa ferramenta quando desejam ir além das entrevistas fazendo seu marketing pessoal ou da empresa a qual representa. Nós Publicitários somos os que mais devemos nos aproveitar desse meio quando solicitados, é uma oportunidade a mais para a divulgação de um produto ou serviço, por exemplo, e gratuitamente já que o interesse é totalmente da imprensa ter nossa opinião. Hoje as empresas dão mais valor ao Media Training com interesse total em divulgar sua marca, por isso é extremamente importante ter seu profissionais capacitados para que não cometam gafes e deslizes, a má interpretação pode transformar totalmente negativamente a imagem da empresa e/ou do profissional.
A relação do Media Training com um “famoso” tem seus lados positivos e negativos, isso depende muito do “Famoso” que a empresa utiliza. Um exemplo positivo é Cesar Cielo que recentemente teve seu sobrenome “Cielo” nas maquinas de cartões Visa/Visa Electron, pois sua imagem é de vencedor, o que dá ainda mais credibilidade ao serviço de cartões. Já um exemplo negativo é o Ronaldo que é patrocinado pela Nike e foi visto com travestis, fazendo com que tanto sua imagem como da marca ficasse negativa. A imagem que as pessoas tem dos famosos quando alinhadas a uma marca é muito importante, e a responsabilidade desse “famoso” tende ser ainda maior quando se propõe a essa parceria.
O Media Training é totalmente presente em nossa disciplina, a imagem muitas vezes fala por si. Uma foto mostrando indiretamente uma placa publicitária em um assunto positivo constrói uma imagem ainda melhor da marca. Porém os deslizes são cruciais a uma empresa, por exemplo quando o avião da TAM caiu em frente ao aeroporto de Congonhas, os jornais estampavam uma matéria totalmente jornalística como de fato o acidente ocorreu, mas a imagem mostrada eram destroços do avião com o logo da TAM, e que também construíram indiretamente uma imagem negativa da marca.
sexta-feira, 2 de abril de 2010
Metrópolis: a crítica da realidade
No dia 26 de Março o canal de televisão “Discovery Channel” apresentou um documentário chamado “Engenharia Extrema”, discutia como fazer para que cidades tão populosas e superdesenvolvidas criassem mais centros comerciais e residenciais. O maior problema dessas cidades é a falta de espaço e a própria cidade de São Paulo é exemplo disso e, por enquanto, a solução são os inúmeros prédios que estão surgindo. Mas como será no futuro quando não houver espaço
para a expansão dessas cidades?
O documentário cita a cidade de Chicago, que assim como São Paulo futuramente estará enfrentando o mesmo problema. Entretanto algumas soluções já estão sendo apresentadas e a mais audaciosa é a que consiste em um megaespaço subterrâneo, uma nova cidade
por baixo da terra onde existiriam centros comerciais, residenciais, ruas, avenidas, áreas para lazer, etc. Parece loucura, foi o que eu imaginei também, mas curiosamente no dia seguinte assisti ao filme “Metrópolis” de Fritz Lang e cheguei à uma conclusão de que não é impossível. Porque se a arte imita a vida, a vida também pode imitar a arte. Contudo alguns pontos de vista devem ser levados em consideração comparando a ficção e a realidade.
A Proposta de Fritz Lang
O filme mostra uma megacidade dividida em duas. Uma parte era constituída de enormes prédios iluminados, o maior de todos se parecia com a Torre de Babel e era onde ficava o administrador da cidade. Haviatambém clubes, estádios, viadutos e carros para todos os lados. As pessoas eram de alto poder aquisitivo e não trabalhavam, desfrutavam do lazer em cassinos e bordéis, seus filhos eram criados em um lugar parecido com o Jardim do Éden. A outra parte da cidade era subterrânea e chamada de “Cidade dos Trabalhadores”, um lugar com construções de prédios apenas para a moradia e um grande galpão de máquinas. As pessoas que lá viviam apenas trabalhavam e na da mais, dividiam-se em turnos de 10 horas se alternando, e nunca viam a luz do dia.
A visão futurista desse filme coloca em duvida a questão se é possível existir um lugar como esse. Claro que pensando na arquitetura do local é algo totalmente inimaginável, mas sendo um pouco irônico, há um tempo atrás ninguém imaginava que o homem poderia voar em uma aeronave ou até mesmo chegar à Lua. O século XX foi repleto de invenções e avanços tecnológicos e a ambição do homem por continuar evoluindo será eterna.
O filme discute vários assuntos, entre eles Fritz Lang aborda questão social ao colocar essa
divisão literal de classes, algo que talvez a sua realidade já estivesse presenciando. A classe alta não se preocupa ou quer saber quem são os responsáveis pelo aumento de suas rendas, e também pouco enxerga uma falha no sistema. A classe baixa trabalha por obrigação de viver e se um dia ela vier a parar, como de fato acontece no filme, então a classe alta por sua vez virá a quebrar. Mas será que essa questão é só fantasia do filme ou isso acontece nos dias de hoje também?
Outro ponto de auge no filme ocorre quando o administrador da cidade pede para um cientista fazer um clone da mulher que representa a sabedoria na Cidade dos Trabalhadores, e faz desse clone o espetáculo nos bordéis da alta classe. Analisando esse ponto temos um exemplo do quanto o homem é criativo e ignorante ao mesmo tempo, utiliza a tecnologia contra si quando poderia melhorar a vida de toda sociedade.
Conclusão
Algumas necessidades realmente são imprescindíveis como meios de acesso a todos sem discriminação, porém outras são totalmente desprezáveis como a própria cidade subterrânea em Chicago já que essa opção não será de alcance de todos e a superlotação continuará. O avanço da tecnologia ainda faz com que o homem se torne refém dela, uma vez que ele continua pensando em si. As tecnologias mudam, já a forma de pensar do homem é a mesma.


